Empresários do Sul de Minas retomam investimentos e voltam a contratar

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Empresas do sul de Minas desengavetam projetos de expansão e iniciam contratações para aumentar a produção. Plano é aplicar R$ 1,8 bilhão nas fábricas nos próximos três anos.
Remédio contra a crise

Pouso Alegre – O setor farmacêutico lidera os investimentos planejados para a região Sul de Minas nos próximos anos. O montante programado para a ampliação de fábricas e centros de pesquisa alcança a marca de R$ 1 bilhão entre 2018 e 2020, sendo que parte dos recursos já começaram a ser gastos e as obras estão em andamento.

Na fábrica de Cimed, em Pouso Alegre, o processo de ampliação começou em 2017, com aplicação de R$ 40 milhões no crescimento da capacidade industrial. A empresa aumentou a produção de remédios cosméticos, como cremes e pomadas. “No ano passado, o faturamento foi de R$ 1,03 bilhão. Com os novos investimentos, a previsão para 2018 é chegar a R$ 1,25 bilhão”, conta o diretor-executivo da empresa, Amaraí Furtado Silva.

A empresa começa no mês que vem um novo ciclo de investimentos, com gastos estimados em R$ 120 milhões nos próximos três anos, sendo um terço do montante voltado para a área de pesquisa e inovação. Segundo Amaraí, o Brasil tem uma demanda reprimida na área de medicamentos, e a tendência é que a produção continue crescendo nos próximos anos. Em 2018, a empresa abrirá cerca de 500 vagas, sendo 400 delas na fábrica de Pouso Alegre.

A partir deste ano, a Biolab Farmacêutica também dá início ao seu processo de expansão, com investimento de R$ 450 milhões na construção de um complexo industrial em Pouso Alegre. Com três fábricas em funcionamento no interior de São Paulo, a empresa passará a ter um parque no Sul de Minas. A proximidade com as principais cidades da região Sudeste (BH, Rio de Janeiro e São Paulo), a boa oferta de mão de obra qualificada e a infraestrutura desenvolvida são alguns motivos para a entrada em território mineiro.

“O Sul de Minas se coloca como um centro farmacêutico muito forte. Com faculdades e universidades de qualidade, boas rodovias para a distribuição dos produtos e boa estrutura energética. A fábrica em Minas será nosso centro para partimos para os mercados internacionais”, avalia Cleiton Castro Marques, diretor-executivo da Biolab.

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